Intermodal 2026: o que o maior evento de logística das Américas revelou sobre o setor

A Intermodal South America 2026 confirmou algo que já vínhamos observando na prática: a logística deixou de ser função de suporte para se tornar parte da estratégia de negócios. Não como tendência, mas como realidade operacional de quem precisa competir.

O evento aconteceu no Distrito Anhembi, em São Paulo, e reuniu ao longo de três dias profissionais e empresas discutindo um mercado que cresce com exigências cada vez mais específicas de quem opera na ponta.

Os números ajudam a dimensionar o contexto. O Brasil movimentou 1,4 bilhão de toneladas em seus portos em 2025, recorde histórico segundo a ANTAQ. A movimentação de contêineres chegou a 15,3 milhões de TEUs, crescimento de 10,2% em relação ao ano anterior. A cabotagem segue conectando regiões que antes dependiam quase exclusivamente do modal rodoviário.

 

Um país que cresce por múltiplas rotas

O desenvolvimento logístico brasileiro não está concentrado num único corredor. O Norte escoa produção agrícola pelo Arco Norte. O Nordeste ganha escala com portos que ampliam participação no comércio exterior. O Sul, com destaque para o complexo portuário de Itajaí e Navegantes, consolida sua posição como um dos principais polos do país. Quem opera de forma isolada perde velocidade. A competitividade logística hoje depende de conectar regiões e modais com eficiência.

O que separa operações que performam das que não performam

Participar de um ambiente como a Intermodal tem valor, mas o que as conversas ao longo do evento deixaram claro é que o desafio real das empresas está na execução. Não falta informação sobre o que fazer. Falta estrutura para fazer com consistência.

Para quem atua com importação, exportação ou distribuição nacional, os gargalos se repetem: custo logístico elevado sem correspondência no nível de serviço, baixa previsibilidade nas operações, conformidade aduaneira que consome tempo e gera risco. É nesse ponto que a atuação de um operador logístico integrado faz diferença concreta.

 

Nossa presença na Intermodal 2026

Estivemos no evento com foco em mostrar, na prática, como estruturamos operações de logística integrada. Levamos para as conversas casos reais de como a conexão entre transporte dedicado FTL, estrutura alfandegada, centros de distribuição e tecnologia de rastreabilidade reduz gargalos e gera mais previsibilidade para operações de diferentes portes.

Na Intermodal, anunciamos também o lançamento de um assistente de IA para atendimento a clientes, desenhado para dar mais agilidade ao acompanhamento de operações, consultas de status e dúvidas sobre processos de Comex. A ferramenta amplia o que o portal Genius já oferece e entra em operação a partir de maio.

O que levamos para a Intermodal não foi um portfólio de serviços separados. Foi uma visão de como essas frentes operam juntas, porque é a integração entre elas que gera eficiência real.

O diferencial que está mudando de lugar

Custo e localização continuam relevantes na escolha de um operador logístico. Mas eles deixaram de ser o critério principal.

O que gera vantagem hoje é a capacidade de estruturar operações com inteligência: planejamento logístico conectado à gestão aduaneira, tecnologia que garante visibilidade em tempo real, execução que não depende de improvisação quando algo muda na cadeia. Empresas que operam com logística integrada respondem mais rápido ao mercado e escalam sem perder controle sobre a operação.

Um exemplo concreto: nos primeiros três meses de 2026, o tempo médio de permanência de caminhões com cargas de exportação nos portos secos da Multilog caiu de 19,3 horas para 15,5 horas. Não é resultado de sorte operacional. É o efeito direto de automação de processos aplicada de forma sistemática.

O Mercosul como frente de expansão

Em 2025, o movimento de caminhões pelos portos secos da Multilog cresceu 11,6%, com 446.996 veículos registrados ao longo do ano. O cenário do Mercosul, impulsionado pelo agronegócio e pelos insumos industriais provenientes da Argentina e do Paraguai, segue aquecido.

Para sustentar esse crescimento, os investimentos previstos para os próximos três anos somam mais de R$ 900 milhões. “O comércio no Mercosul faz com que os portos secos de fronteira tenham um papel importante na nossa operação”, afirma Djalma Vilela, presidente da Multilog. Entre os projetos em andamento está o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), cuja inauguração prevê aumento de 30% na capacidade de movimentação do terminal.

 

Estrutura para crescer sem improvisar

O Brasil oferece oportunidades reais para quem atua com logística e comércio exterior. Mas aproveitar esse potencial exige mais do que presença: exige estrutura real e execução que não falhe quando a cadeia pressiona.

Construímos nossa atuação como operador logístico para dar suporte a operações complexas, integrando diferentes etapas da cadeia com foco em eficiência do início ao fim. E o que a Intermodal reforçou, nos três dias em que estivemos lá ouvindo, conversando e trocando com quem vive a operação todos os dias, é que logística integrada se constrói assim. Com tecnologia, com infraestrutura, e com pessoas no centro de cada decisão.

 

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